Por Rosangela Brunet


"O arquétipo do herói, ou o complexo de salvador, muitas vezes começa na infância, quando aprendemos a associar o amor ao sacrifício e a necessidade de ser forte para os outros. A ideia de que, se pudermos salvar ou consertar os outros, conseguiremos ser amados e aceitos, se torna um padrão que nos acompanha por toda a vida. Mas, será que essa forma de viver é realmente saudável? Às vezes, escolher cuidar de si mesmo e deixar que os outros carreguem seus próprios fardos é o verdadeiro ato de coragem. É hora de refletir: Você você tem se colocado em primeiro lugar?" ( Instagran @ ajusanttos.psi

)

Ela alimentava esses arquétipos, pois ela sofreu em sua infância tendo que cuidar de seus pais. Ela teve referencias paternas onde apreendeu que deveria cuidar e salvar todos que amavam. O arquétipo de salvador e do herói tem também o lado onde as pessoas se apropriam para se defenderem de suas dores, e as quais são vivenciadas como um luto, um rompimento, um distanciamento, um fim.

Ela viveu essa dor ao romper com esse padrão de dependência emocional depois de tornar consciente o que a impedia de se ser ela mesmo. O arquétipo do Salvador pode ser vivenciado de forma positiva, mas quando o usamos de forma negativa pode nos tornar pessoas dependentes emocionais. Segue abaixo um texto que expressa essa dor quando decidimos romper com esse padrão.

"O fim é o começo do que tememos. O início pode ser um encontro de de saudades de um tempo que nunca mais veremos Mas isso pode durar para sempre. Podemos partir para frente , como um trem parando em cada estação deixando um pouco de nós .

Nessa viagem partimos sem rumo podemos pegar um expresso que nos levará rapidamente a um rumo não desejado. quem sabe poderemos partir para sempre e nunca mais voltarmos, não deixarmos rastros e chegarmos na estação final., certos de que o que mais tememos pode estar ali e o retorno será uma possibilidade irreversível

Nesta viagem de tempos perdidos momentos são revelados e o encontro comigo mesma pode ser eterno. Quem sabe poderemos ouvir contatos do céu em noites perfeitas de luz, mas a vida não parou aí e o sonho não acabou nesta estação. O imaginário começara fraude do inconsciente que tentamos negar até o fim" (Rosangela Brunet)






 

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