O Sol e a Terra se desintegrando em energia. O caos como a manifestação de transformação

Rosangela Brunet

Sol e Terra se desintegrando em .energia. O caos comoa manifestação de transformação
Obra de Rosangela Brunet

Eu perguntei a essa imagem simbólica o que ela gostaria de me dizer. A imagem é uma bola se desintegrando no universo entre dois mundos. O racional e o sentimental.

O que ela me diz?


Estou no meio desse fogo cruzado tentando sobreviver
Eu pergunto. Quem é você? O que esta fazendo ai? O que vc quer de mim?
O Azul l é o racional tentando prevalecer,
Carmim são sentimentos, sofrimentos, e dores que surgiram depois de muita resistência
Eu estava desintegrando desde o início em tons de azul e branco, . Quando não suportei mais aquela forma que possuía, me transformei, me ampliei, me abri e dei lugar ao carmim abandonando minha zona de conforto. Estou no meio dessa tensão entre dois universos
Obra de Rosangela Brunet 

 Sou uma defesa ou um pensamento limitador. No início achei que estava desmoronando ,mas o caos fez nascer uma bailarina, me dirigindo em direção a individuação, experimentando um conhecimento de um novo Universo cheio de energia

Enfim, no meio do caos há sempre um grande mistério .
Hoje.....eu me tornei silêncio na vida
de quem eu mais amei
Eu esperei por quem nunca prometeu
voltar
O meu amor era sagrado, mas não era
obrigatório. Estou voltando para
mim,pois mereço mais do que ser
coadjuvante da minha história. Estou
voltando para si mesma. Estou amando
e aceitando minha dor,pois só eu as
conheço e posso cura-las
A casa sempre esteve vazia,a dor é o
meu espelho,foram ilusões que eu
mesma criei. Não havia um contrato
assinado,mas apenas a projeção das
minhas carências

A tarde  cai no silêncio da noites. Ela  procura silenciosamente a eternidade que repousa no sol  que sua alma aguarda respirando remissão de tudo que não poder existir.
Sempre que ela sofre dessa dor,um anjo sai em seu encontro, se declina sobre ela ela trazendo a lembrança do firmamento que a espera.
Ele lembra que seu incenso nunca se apagou, seu altar nunca não se desfez
e o firmamento se torna um umespaco de brumas e luz.
É então que sinto a eternidade respirar dentro de mim.

O vento sussurra orações antigas,
as árvores curvam-se como fiéis em adoração  ,
e eu, partícula viva da criação,
meu
escubro entre o pó da terra e o hálito do divino.

Sou o reverso da minha sombra,
o lado invisível daquilo que se mostra.
Na luz do entardecer compreendo:
sou o anverso de uma imagem sonhada por Deus,
pincelada em silêncio sobre a tela do tempo.

Os contornos da minha sombra são a lembrança da carne,
mas o espírito, esse invisível que me move,
é o reflexo do Eterno em forma humana.
E quando ergo os olhos ao céu,
reconheço-me — fragmento da própria luz que me criou.

A tarde se dissolve em púrpura,
o dia morre em paz nos braços da noite,
e eu sigo contemplando o mistério que me habita.
Nada em mim é acaso,
tudo é propósito: respiração de Deus em forma de existência.

Sou luz vestida de corpo,
voz que ecoa entre o visível e o invisível.
E quando o crepúsculo me cobre de silêncio,
sei que não sou sombra nem matéria,
mas essência eterna que retorna ao seu Criador.
        





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